segunda-feira, outubro 14, 2019

Retiro de diários gráficos em Nápoles


Nápoles, a cidade que nos remete imediatamente para Pompeia, é o local escolhido para o próximo retiro de diários gráficos.

Há sempre quem me pergunte o que é o retiro. 
Penso que a melhor resposta se define assim:
O retiro de diários gráficos é uma partilha de exercícios de desenho de observação criados a partir do cruzamento entre o mundo artístico (pinturas, esculturas, filmes, livros) e uma seleção de textos bíblicos.

Na sequência dos meus estudos de doutoramento nesta área, apresentarei cada exercício com o devido enquadramento. 

Em Nápoles, os temas a desenvolver são:
- Viagem subterrânea
- O pó da terra
- Adamah
- Pompeia
- A colheita
- O som do Vesúvio
- Passado-presente-futuro

Ainda há lugares!
Contactem-me por email (linhares.mr@gmail.com) para saber mais pormenores.

segunda-feira, setembro 23, 2019

Alfabeto Lisboeta [2019-20]


Há muito que queríamos homenagear os artistas que viveram e/ou trabalharam em Lisboa. De A a Z, vamos debruçar-nos sobre 26, aprender com eles, e desenhar a partir do seu trabalho.

O Alfabeto Lisboeta vai na 6ª edição! 
Eu, o Zé e a Ketta temos os neurónios a explodir de ideias e estamos ansiosos que as sessões do alfabeto comecem. A primeira é a 12 de outubro e a última a 11 de julho.

Para quem está disposto a pisar novos territórios lisboetas, aprender mais sobre Arte e, sobretudo, sobre o desenho, estão oficialmente abertas as inscrições!

Program completo e todas as dúvidas: linhares.mr@gmail.com



Mais um Alfabeto, mais cultura, mais arte, mais desenho!

terça-feira, junho 04, 2019

Florence: Piazzale Michelangelo


"Eu falo às Paredes foi o título que Jacques Lacan deu à série de seminários que realizou na capela do Hospital Psiquiátrico de Santa Ana, em Paris, entre 1971 e 1972. Lacan escolheu como epígrafe este pequeno poema de Antoine Tudal: 

«Entre o homem e a mulher
Há o amor. 

Entre o homem e o amor 
Há o mundo 

Entre o homem e o mundo 
Há uma parede.»

Fê-lo para recordar que no amor está sempre em jogo um obstáculo, um afastamento, uma distância irrecuperável - uma parede, justamente. Ele explora depois as associações sonoras que se podem estabelecer entre «parede» (o termo francês é mur) e «espelho» (miroir) ou entre «parede» (mur) e «amor» (amour), e sugere dois neologismos: muroir, a «parede-espelho», e (a)mur, a «parede que é uma não-parede». E acaba a explicar por que motivo devemos aceitar falar para as paredes: contra elas, a voz do amor ressoa."

José Tolentino Mendonça, O pequeno caminho das grandes perguntas


Tive uma cadeira nas Faculdade de Belas-Artes que se chamava Estudos Culturais e funcionou durante dois semestres. 
O primeiro - Estudos Culturais I - com o prof. Fernandes Dias, revelou-se uma grande aventura de conhecimento sobre cultura material e humana, exposições e abertura de horizontes sobre o debate etnológico.
O segundo - Estudos Culturais II - com o prof. João Peneda, foi completamente diferente, mas igualmente interessante. Abordámos a invenção do termo, mas fomos muito mais longe, aprofundando Freud e Lacan, assim como o trabalho de Paula Rego e a crítica de arte (ou seria de pensamento) de Slavoj Žižek.

Hoje sei que a convicção de escrever tudo o que se passava dentro da sala de aula me fez estar mais atento. Não processei tudo o que ouvi (nem seria possível), mas sei onde procurar quando for necessária mais informação.

Ao ler o livro do Tolentino Mendonça, quando encontrei o nome Jacques Lacan, veio-me um sorriso à cara e, assim de repente, com uma clareza simples, tudo fez mais sentido. 

...

Florença, 2018, Piazzale Michelangelo
Será que temos de entender na plenitude, hoje, a narrativa da Paixão da semana santa? 
Não, não temos.
Mas se a vivermos com o máximo de intensidade, um dia, também ela terá um sentido cristalino.

terça-feira, maio 21, 2019

Workshop no Porto


No próximo dia 8 de junho irei orientar dois workshops no Porto, um de manhã e outro à tarde.
O Porto é lindo, está com uma dinâmica incrível e tive a honra de ser convidado para esta formação, integrada em dois ciclos culturais. Aqui fica o programa completo do dia:

10h30: ponto de encontro na Rotunda da Boavista
Exercício 1: aprender a desenhar uma árvore.
Exercício 2: aprender a desenhar um conjunto de árvores.

13h00: almoço

15h00: ponto de encontro à entrada do Cemitério de Agramonte
Exercício 3: como conciliar a arquitetura com a escultura
16h30: partilha final e feedback

O programa completo sobre o Ciclo Cultural dos Cemitérios do Porto pode ser visto aqui.

As inscrições são gratuitas e online através deste link.

domingo, maio 19, 2019

Florence: Santa Maria del Fiori


Ando a estudar hebraico.
Não que o doutoramento o exigisse, mas uma conjugação de fatores fez com que tomasse esta decisão. 
É difícil. Preciso praticar muito...

O ano passado, quando desenhei a Duomo de Florença, encontrava-me entre exercícios do retiro de diários gráficos, a caminho do almoço. Havia ainda tempo e fiz este desenho rápido. Havia tempo, mas não demasiado, pelo que alguma coisa teria de ser simplificada. Neste caso foi o batistério.

É assim mesmo: temos tempo, mas nunca o suficiente e há que encontrar uma solução de compromisso. Dedicarmo-nos ao que vale a pena e deixar apenas sugestões do que poderia vir a ser se existisse mais tempo.

Ainda não sei o que vai acontecer quanto ao hebraico. Já sei ler, claro, desde que tenha as vogais, pois só com as consoantes é todo um outro mundo.
Veremos se o hebraico ganhará em mim espaço para crescer. Para já, sou eu que lhe estou a dedicar tempo...

sábado, maio 18, 2019

Florence: tentações


Escrevi um texto sobre este exercício aqui.

Fiz também outro desenho com o mesmo enunciado.
Estes desenhos em cadernos ganham uma outra dinâmica quando os enunciados alargam o nosso entendimento...