sexta-feira, agosto 17, 2018

Japan: day 5




A Mariia Ermilova, paisagista russa a desenvolver um estudo no Japão sobre "community design with nature", convidou-nos a participar no seu estudo. O projeto era simples:
- uma rua
- um grupo de sketchers
- uma folha de papel A4
- um desenho de um lado da rua
- outro desenho do lado oposto
- um desenho de um pormenor
- anotações escritas (nome, data, hora, tempo)

Os locais estavam previamente escolhidos (seis) e cada desenho demorava 5 minutos. Como cada folha teria dois desenhos (um de cada lado da rua), cada folha A4 demoraria 10 minutos a fazer.


 


A escolha era inteligente. De uma lado da rua haviam construções tradicionais. Do outro, um grande morro com edifícios mais recentes. O objetivo: será que o desenho pode ajudar a darmo-nos conta destes contrastes? 
Um dos locais, foi, no entanto, alterado. A razão? A roupa de casa estava estendida ao Sol. Houve uma pequena conversa entre a Mariia e alguns japoneses. Decisão: não se vai desenhar a casa em sinal de respeito pela privacidade dos donos...


Estava muito frio. As mãos gelavam. Ainda bem que os desenhos eram só de 5 minutos.
No final houve chá, claro, e uma bonita partilha sobre a experiência.
Deixámos os desenhos com a Mariia, para que ela possa concluir o seu trabalho de pesquisa académica. Estou muito curioso para ver os resultados!

quarta-feira, agosto 15, 2018

Japan: day 4

Tenho vários projetos na minha vida que começaram numa escala bem pequenina e foram crescendo até se tornarem internacionais e me levaram a países que nem imaginava visitar.
Uma vez no Japão, em parceria com a Universidade de Chiba, nós, urban sketchers, fomos convidados a fazer uma apresentação para a comunidade académica. Desdobrámo-nos em várias atividades, mas eu escolhi falar da Sketch Tour Portugal.


Como é que os Urban Sketchers podem ajudar a promover um país? Era este o meu tópico. Comecei por falar da Grand Tour a Itália, citei Goethe, pois claro, e mostrei um pouco daquilo que foi um dos projetos mais ambiciosos e gratificantes em que estive envolvido: Sketch Tour Portugal.



A Mariia Ermilova, aqui em cima à direita, foi registando no quadro as ideias que estavam a ser comunicadas e debatidas.


Com tanto a fazer, quase não havia tempo para desenhar. Aproveitava cada momento no metro, quando se parava para esperar por alguém, um carimbo na estação e comboio. Tudo valia para enriquecer as páginas do meu caderno...

terça-feira, agosto 14, 2018

Japan: day 3


O cruzamento mais caótico do mundo fica em Tóquio, no bairro de Shibuya.
Por esta altura já tinha decidido desenhar tudo apenas com caneta preta e cinzenta. As páginas deste caderno em harmónio estão um pouco desfasadas do que realmente aconteceu no meu terceiro dia. No outro caderno, escrevi:

Passei o dia na reunião sobre o plano dos próximos três anos: 2020. Rapidamente percebemos que a Educação não é, neste momento, uma prioridade, de tão bem que está. Temos outras: governar bem, cuidar dos membros e promover os eventos de pequena escala. Jantámos num pequeno restaurante em Matsudo, cheio de gente local, com menu apenas em Japonês e a especialidade era comida crua: rins, fígado, etc. Conseguimos pedir vários pratos sempre cozinhados. Uma delícia. Aprendi que os japoneses, quando descontraídos, são muito ruidosos e faladores. Um país de contrastes...

segunda-feira, agosto 13, 2018

Japan: day 2


No Japão (quase) não se fala inglês e o melhor a fazer é adquirir internet móvel no aeroporto. Só isso nos dará a segurança de não nos perdermos completamente...

Sair do aeroporto e apanhar o comboio não foi difícil. Já sair da estação ferroviária e entender o caminho a tomar é que se revelou tarefa árdua. Tinha um mapa impresso e confiei no meu instinto e sentido de orientação, que não costuma atraiçoar-me, mas tomei o caminho inverso convencido que estava certo. Andei, andei, e andei. Sempre a estranhar, mas confiante que alguma referência ia aparecer. Passada meia hora a andar, perguntei a um jovem japonês se me podia ajudar. Foi a minha primeira experiência cultural:
- Can you help me?
- Hum...
- I need to find Chiba University. Do you know if I am in the right direction?
- Chiba University?
- Yes!
- Hum...

A cada hum... ficávamos uns bons segundos em silêncio e, por momentos, pensei que ele também não sabia, mas estava enganado. Ele sabia exatamente que eu estava completamente perdido, mas não mo disse. Isso seria uma afronta. Não o podia fazer. Em vez disso, tirou o iPhone, procurou no mapa como se estivesse também perdido e depois disse que me ia acompanhar até lá. Guardou o telemóvel e nunca mais o tirou. Caminhou comigo durante 45 minutos. Só me deixou quando cheguei. Agradeci o máximo que pude tamanha cortesia.

Foi a primeira lição no Japão: nunca dar a entender que percebemos que os outros estão enganados para não os humilhar.

domingo, agosto 12, 2018

Japan: day 1


Desde 2014 que a direção dos Urban Sketchers tem uma reunião anual e presencial numa cidade do mundo. Tentamos escolher uma que tenha voos diretos para todos, mas, sobretudo, um lugar onde a nossa presença possa ajudar a dar um impulso grande ao grupo local de sketchers.
Sendo a Ásia um continente muito forte, cheio de iniciativas, a ligação ao grupo internacional poderia ser ainda mais reforçada. O Japão, por não se sentir tão confortável com o Inglês, ia ficando, aos poucos, cada vez mais afastado. Assim, estabelecemos contactos e foi feita uma parceria com a Universidade de Chiba para podermos fazer comunicações e workshops. E foi assim que, em fevereiro de 2018, fui a Tóquio durante uma semana.
.
Saí de Lisboa numa sexta feira às seis da manhã, pela Ibéria, com escala apenas em Madrid e chegada prevista a Tóquio no sábado às dez da manhã. Teria de chegar fresco, pois as nossas reuniões já estariam a decorrer.
Pela primeira vez na vida, tomei um comprimido para dormir, mas já lá vamos...
.
Troquei Euros por Ienes no aeroporto da Portela (agora Humberto Delgado), uns duzentos euros, talvez, e fiquei logo encantado pelo desenho das notas. Pensei: "com tantas horas de voo, vou ter tempo para desenhar uma delas". Dentro do avião abri a revista para ver o mapa do Japão. Estavam ali as linhas certas para a primeira página deste diário de viagem. Não há melhor modo de iniciar uma aventura do que com um mapa!
.
Depois da escala em Madrid, já dentro do avião que me levaria a Tóquio pelo pólo norte, pedi um copo de vinho tinto a acompanhar o almoço. Guardei-o até terminar o mapa e parte da nota de cinco mil ienes. Estava desperto demais, entusiasmado demais, precisava dormir para chegar fresco ao Japão...
.
Tirei o comprimido que a Margarida (aluna/amiga enfermeira) me tinha dado no dia anterior e tomei-o de rajada com o vinho regional espanhol que a Ibéria tanto promoveu. Depois fechei o caderno, estiquei as pernas e só me lembro de acordar em Tóquio.

Cheguei fresco que nem uma alface. Nove horas de diferença não se notaram em nada.
Japan, here we go!

terça-feira, maio 01, 2018

New Year's Eve Sketching Retreat


A passagem de ano sempre me interessou como tema de trabalho.
Festejar o fechar de um ciclo e celebrar o início de outro é, claramente, uma oportunidade para trabalhar um tema que acompanha a História da humanidade: o sagrado e o profano.

Serão 6 dias em Florença, a cidade que é o berço do conhecimento holístico, conciliando a curiosidade da ciência, a tentativa de colocar rigor e sabedoria em tudo o que se fez, despoletando as mentes mais incríveis do Renascimento como Leonardo da Vinci ou Miguel Ângelo, mas também de uma religiosidade cativante, onde os artistas foram desafiados a levar a Arte a um novo patamar.

Será uma viagem única, interior e exterior, cheia de surpresas e muito desenho! Curiosos?
Peçam mais informação por email: linhares.mr@gmail.com

quarta-feira, abril 18, 2018

Sketch Tour Portugal: Porto


Muitas pessoas me perguntam que projeto é este e como foi possível colocá-lo a funcionar.
Costumo responder que os portugueses são assim: especialistas em realizar o impossível!

terça-feira, abril 17, 2018

The Stones of Venice Workshop



Há momentos na vida em que percebemos que temos de dar um salto de fé.
Este workshop em Veneza é um desses momentos. É uma loucura ir a Veneza num fim de semana para isto? Sim. E então? Os saltos de fé são assim mesmo... têm uma dose de loucura que prima pela excelência!

A exposição sobre o trabalho do John Ruskin é absolutamente imperdível.
Andei as últimas semanas a trabalhar para preparar este workshop e acredito que a proposta que tenho é exactamente aquela que desejaria fazer sozinho, ou seja, tenho orgulho no que vou partilhar com as pessoas.

A informação detalhada e modo de inscrição aqui.


sábado, março 10, 2018

Chicago: workshop com William Cordero


O workshop do William Cordero, da Costa Rica, foi uma surpresa:
- Organização: excelente
- Discurso do formador: excelente
- Técnicas ensinadas: excelentes
- Inglês: excelente

Começou por pedir uma coleção de texturas a partir do que se via na zona do workshop. 
Depois desafiou-nos a desenhar o ambiente em que essas texturas se encontravam.
No final deste exercício, ensinou-nos a utilizar um cartão de crédito para fazer céus descontrolados.
Incrível!


No segundo exercício deu-nos uma carteirinha com pedaços de revistas e jornais. Tinha também tesoura e cola. O que era suposto? Desenhar com colagens.
Sou lento neste processo de colagens e não tive tempo de terminar. Ficou tão inacabado que sobrepus, mais tarde, um desenho a linha azul do Daniel Green com uma das pontes de Chicago ao fundo.
- Salvou a página -  pensei eu.

terça-feira, março 06, 2018

Chicago: workshop with Virginia Hein


No Simpósio, tento sempre aprender com quem faz algo que eu não domino tanto.
A Virginia Hein, mestre na aguarela e no modo de ver, colocou-me a desenhar como não pensei. Cores quentes e frias, mas com tons intermédios também.

Desenhei, conversei, tirei selfies em polaroid com impressão imediata com o Alvin Wong e a Jessie Chapman, depois desesperei e decidi desenhar a Virginia a lápis laranja por cima.
Ela não pediu isso, mas eu não resisti...

domingo, março 04, 2018

Chicago: workshop com Asnee Tasna



Conheci o Asnee em Lisboa, durante o Simpósio de 2011.
Na altura, para mim, o rigor do desenho era mesmo muito importante. Para ele, a liberdade do desenho é que era...
Fiquei com um desenho dele de Lisboa, feito nessa altura.

Em Chicago, o workshop do Asnee era sobre o potencial que um lápis tem. Inscrevi-me, claro.
A maior dificuldade é não usar o lápis como sempre se usa. Com isso garantido, os resultados são incríveis! 

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

Chicago: meeting the instructors


O Tapas Mitra vive na Índia.
Quando recebemos a proposta de comunicação dele para o Simpósio, pareceu-nos logo muito interessante ter a perspetiva de alguém que organiza encontros de desenho num país tão diferente. A partilha dessa experiência parecia-nos obrigatória de incluir.
Pessoa muito discreta, de sorriso ligeiro e olhar atento. 
Numa conversa a três, com ele e o LK Bing, da Indonésia, decidi experimentar as canetas que o LK usa para fazer aqueles desenhos atmosféricos. 
- O segredo não é muito grande. As canetas não são impermeáveis, por isso podemos diluir a tinta com o pincel. Além disso são as canetas mais baratas de Surabaya.

Desafiei o Tapas Mitra para um duelo de retrato.
Ficou tão contente com o resultado que tirou fotografias e tudo! 


Outra ocasião imperdível são os jantares com os sketchers.
Aqui, depois de muita massa italiana, numa mesa cheia de estrelas (Lapin, Matthew Brehm, Nina Johansson, etc.) muita risota e gargalhadas, acabámos todos em silêncio a desenhar.

O Simpósio USk tem muitas coisas especiais. Esta é uma delas.
Prontos para o Porto, 2018?

domingo, janeiro 07, 2018

Chicago: Sue, the T-rex



Chegámos a 2018.
Tudo o que está para trás se assemelha a esqueletos.
Queremos olhar em frente.

Às vezes olhamos para trás, também. Olhamos de relance, fugazmente, sem prender o olhar, procurando diferentes memórias rápidas. Fica a memória do essencial vivido.

Outras vezes, olhamos para a nossa história com um detalhe digno de um livro. Todos os pormenores contam e não podem ser deixados para trás.

Foi isto que fizemos no workshop do Lapin, no Museu Field em Chicago.

Que a minha mão esquerda recorde o passado e a direita esteja virada para o futuro!

terça-feira, dezembro 19, 2017

Chicago: the loop


Esta época de Natal parece-me um pouco como este desenho: velocidade para um lado e outro, tanta gente a colocar-se em bicos de pés e, aos poucos, a verdadeira beleza começa a ficar tapada.

Não sei se a bicicleta é uma boa metáfora do Natal, mas do tempo que o antecede é de certeza. Fazemos esse percurso em baixa ou alta velocidade, mas sempre de acordo com as nossas capacidades. Pedalamos mais se conseguirmos, menos se assim tiver de ser. Mas todos chegamos à meta. Há quem prefira ir de carro, mas penso que a bicicleta é mesmo a melhor opção. A pé também seria bom, mas o baixarmo-nos para agarrar o volante parece-me o gesto certo para este tempo. No meu imaginário, tenho uma pessoa a cortar o vento, focado no seu percurso, imune às efemeridades açucaradas do que nos rodeia. 

Para mim, é isto o tempo de preparação do Natal: escolher um caminho, escolher como o vamos fazer e focarmo-nos nele. 
A meta? Falo dela no dia 25 de dezembro!

domingo, dezembro 17, 2017

Chicago: high view


Os simpósios internacionais dos Urban Sketchers têm uma preparação cada vez mais requintada e com maior antecedência. Tenta-se olhar para longe e, ainda que o horizonte esteja bloqueado, não há como subir o mais alto possível para vislumbrar o caminho...

domingo, dezembro 10, 2017

Chicago: panorama view


O primeiro desenho em Chicago é a partir de uma vista maravilhosa e com um tempo incrível. No topo de um hotel há um bar com um terraço cheio de gente a acotovelar-se sobre o parapeito com a melhor vista. 
Em Lisboa é 1h30 da manhã. Aqui o dia ainda vai a meio. Eu passei 11 horas dentro de aviões para cá chegar. São menos seis horas que em Lisboa...

Começa assim a minha partilha da viagem a Chicago, em Julho passado. 
Sou sempre assim. Na semana em que mais stress e trabalho tenho pela frente, com o final das aulas à vista e avaliações para terminar, peguei no caderno das férias e fui digitalizar os desenhos. Será que há um inconsciente em mim a querer adiar o inevitável? Não sei... mas sabe-me sempre muito bem voltar aos cadernos passados meses...

quarta-feira, novembro 15, 2017

domingo, novembro 12, 2017

Assis: Simplicidade em vídeo



Pois é, no desenho, tudo se resume a três coisas: ponto, linha e mancha.
E na vida, será que também existem três pilares onde assenta tudo? Uma vez encontrados, teremos a capacidade de resolver qualquer problema com a simplicidade de um desenho...

O meu outro post sobre este exercício aqui.

segunda-feira, novembro 06, 2017

O caderno como oficina de excelência

Registo privado de Margarida Baptista misturado com apontamentos da disciplina de Português, 2012.


É esta quarta feira, dia 8 de novembro, pelas 11h, na Faculdade de Belas-Artes que irei defender a minha tese de mestrado. Aqui está um parágrafo que pode ajudar a decidir se querem ir assistir à defesa:

Pretende-se mostrar como o caderno escolar, objeto ancião no registo da aprendizagem, pode ser utilizado de forma simples e única para todas as disciplinas no formato de caderno-oficina. A sua utilização aparentemente caótica no início, depois de organizada, promove a criatividade e interligação entre as diferentes áreas, mostrando como os saberes se complementam em lugar de se compartimentarem, como acontece na utilização do dossier.

Curiosos? 
Apareçam!

sábado, novembro 04, 2017

Assis: Oferta em vídeo



São Francisco, quando decidiu viver apenas do que lhe ofereciam, por vezes, também recebia algo de requinte.

O olhar da Patrícia é sempre de uma beleza ímpar.
O meu post sobre o tema aqui.

domingo, outubro 29, 2017

Assis: pobreza em vídeo



A pobreza que S. Francisco decidiu abraçar é demasiado impactante. 
Demasiado radical.
Demasiado louca.
Demasiado apaixonante.

Aqui o olhar em vídeo é da Patrícia Pedrosa.
Os meus desenhos deste tema estão aqui.

sábado, outubro 14, 2017

segunda-feira, outubro 09, 2017

Alfabeto Lisboeta: nos limites


Há uns tempos, um amigo dizia-me:
- Mas porque é que têm sempre de me colocar fora da zona de conforto? Não posso melhorar dentro dos meus limites?

Não respondi, mas fiquei a pensar no assunto, nos nossos limites e se faz sentido ultrapassá-los ou não.
Penso muito na maravilhosa cidade de Lisboa, nos seus percursos, pessoas históricas que já cá viveram e tantos turistas que agora nos visitam.
Terá de haver uma razão muito forte para sair dos limites de Lisboa e ir para outro local.

Pois bem, esses limites lisboetas são o mote para o próximo Alfabeto Lisboeta.
Vamos pisar a linha das fronteiras. Todas elas, as geográficas e as outras.

Curiosos?
Posso enviar o programa por e-mail a quem estiver interessado em inscrever-se:

quarta-feira, setembro 13, 2017

Florence: Piazza della Signoria


Último desenho de Florença, mas não foi a última página do caderno. A última coisa que fazemos nunca é o fim. Os Médici governaram Florença durante séculos, mas o legado ficou.

Há mistérios que teimam em permanecer. O brasão da família Médici é um deles. Há muitas teorias, mas as mais oficiais dizem que continua a ser um mistério por desvendar.

Estou a escrever as conclusões do meu mestrado, mas de certeza que isto não ficará por aqui. 
Já percebi que não conseguimos antecipar o alcance de tudo o que fazemos. Resta-nos dar o melhor possível, trabalhar para ficarmos orgulhosos no presente, ainda que, por vezes, orgulho seja a capacidade de assinalar os erros, o que ficou como não se queria, mas que só vemos tarde demais. 
Em vez de ocultar, revelar. 

No meu desenho, o Palácio Vecchio ficou estreito, pois foi...
Mas o polícia em primeiro plano ficou bem.
E as cores de Florença são mesmo estas.
E uma página com texto lembra-me que o caderno é um diário e não apenas um caderno com desenhos.

Quando terminar as conclusões do mestrado vou encontrar pequenas falhas nos outros capítulos, pois vou...
Quando receber as correções do orientador vou achar que vai ficar tudo mesmo bem.
Quando imprimir e entregar as cópias vou encontrar, de certeza, falhas que nos escaparam aos dois, é garantido.
Mas como a última coisa que fazemos nunca é o fim, ainda bem que encontramos falhas. Elas são o ponto de partida para o próximo projeto!