sexta-feira, julho 01, 2016

Back to Lisbon


É sempre bom regressar a casa. Por muito que se goste do local onde estamos, sabe sempre bem regressar. A viagem foi longa, muito longa, mas quando se regressa com as baterias carregadas, sentimos que podemos dar conta de milhares de tarefas, que nos podem pedir tudo, estamos prontos para arregaçar as mangas e fazer o que há para fazer, get things done, como dizem os americanos! 



Descolar de Díli pela segunda vez deixou em mim o sentimento que lá havia de voltar. Hoje não sei. A vida dá tantas voltas que é mesmo um mistério o que pode acontecer...

Em 2009 filmei a aterragem e editei depois com uma música timorense. Não há segundas oportunidades para viver bem cada momento. Desenhar, escrever, fotografar, filmar, são auxiliares que me ajudam a preservar melhor essas memórias.


O Sudeste Asiático é isto: ilhas paradisíacas no meio do oceano! Que outra melhor ideia podemos ter da nossa vida senão esta mesmo: um paraíso a ser descoberto constantemente? Quando damos conta, aparecem pequenas maravilhas à nossa frente. Quando pensamos que já encontrámos algo valioso, há que recomeçar de novo, voltar a estar atento e olhar para tudo como se fosse a primeira vez...
Tem sido essa a lição que tenho aprendido com as minhas viagens. Quanto mais as faço, mais pequeno me sinto, mais humilde me sinto, mais encantado com o dom da vida me sinto, mais habitante de um planeta sem fronteiras me sinto.

10 comentários:

teresa ruivo disse...

É mesmo esse o sentimento que descreves do "voltar a casa". É como os bebés quando começam a andar: afastam-se uns passos dos pais, voltam para o o pé deles,tornam a afastar-se, e é esta certeza de que podem voltar para o "porto seguro" que lhes permite aumentar a distância da separação e ir à descoberta do mundo! É como nós: voltar a casa é muito bom, mas é tanto melhor quanto maiores forem as expectativas de, rapidamente, podermos ir de novo, por aí fora, encantarmo-nos com outros sítios, outros hábitos, outras pessoas, culturas, religiões...
No entanto, um mapa tão bonito como o teu, eu nunca vi :))

Miguel Antunes disse...

Ehpah mário disseste tudo, bem! Quando lá estive na Letónia e só voltei 8 meses depois (que pareceram 2 anos por tão boa experiência) sentia-me capaz de tudo, de enfrentar tudo sem problemas. Vinha com uma energia nova.


E os teus mapas (concordo com tudo que a Teresa diz) são um mimo. Estão sempre tão bons com cor ou sem cor

Ainda vou andar a explorar a Europa mas sei que A viagem será o Sudeste asiático!

grande abraço!

Mário Linhares disse...

Teresa: é mesmo isso dos bebés. Vamos cheios de adrenalina e voltamos com a alegria do porto seguro a saber que vamos partir de novo! :)

Miguel: 8 meses na Letónia deve ser mesmo qualquer coisa. Só podias vir cheio de garra como estás! :)

Quanto ao mapa, copiei a parte da Ásia da revista da companhia Silkair (Singapura). A Europa, Médio Oriente e África foi da revista da Swissair. É a única forma de ter algum rigor. Além disso, são horas a fio dentro de um avião...
O avião da Swissair foi desenhado em Zurique, enquanto esperávamos.
:)

Miguel Antunes disse...

:) obrigado pelo elogio (exagerado, quando comparado contigo :D

Foi algo de inexplicável :)

A propósito isto mais semana menos semana e o Portugueses pelo Mundo será em Riga com os meus companheiros tugas de jantaradas :D
Mas isto do Euro tem adiado o programa :(

Miguel Antunes disse...

E tudo tem uma razão de ser. Se nunca tivesse arriscado ir lá para fora não teria descoberto o desenho, nem vos conheceria.
Ou talvez sim, quem sabe :)

Incrível pensar que antes de desenhar não desenhava.

Há sempre descobertas na vida

Abraço!

nelson paciencia disse...

Vale sempre tanto a pena vir aqui visitar este blog do Mário...
:)

Mário Linhares disse...

Obrigado amigos! :)

Luís Ançã disse...

É mesmo, há sempre tanto nesta "Partilha"... e não são só os desenhos.

Ana Crispim disse...

Gosto mesmo de viajar para este blog

Celeste Vaz Ferreira disse...

De facto, vale mesmo a pena estar atento a esta partilha!