quarta-feira, outubro 05, 2016

Grand Central Terminal


Antes de voltar a Memphis, a Elizabeth Alley deu-me o mapa dela de Nova Iorque. É um mapa mesmo bom, plastificado e com uma excelente explicação da rede de metro da cidade: impossível perdermo-nos com ele na mão! Depois, ainda me enviou uma mensagem a dizer que não podia deixar Nova Iorque sem desenhar o interior do Grand Central Terminal.

Fui lá. 
Entrei, olhei para a direita e estava um café com muito bom ar.
Enregelado, tomei uma das decisões mais sábias: sentar-me a beber um cappuccino e a desenhar confortável, custasse o que fosse preciso. Tratava-se do Cipriani Dolci - um dos míticos cafés de Nova Iorque. Custou-me os olhos da cara, mas pagou muito bem a temperatura quente, o conforto e o tempo que lá fiquei.

As pessoas engravatadas e muito bem vestidas chegavam, sentavam-se, reuniam, falavam, comentavam o meu desenho, levantavam-se de novo e iam embora sem que o lugar delas arrefecesse. O ciclo de vai-e-vem de gente é esmagador em Nova Iorque.

Soube muito bem parar no meio da confusão... a lembrar o conto de Edgar Allan Poe sobre o homem da multidão...

6 comentários:

Miguel Antunes disse...

Ver este desenho ao vivo é ainda melhor!!!

Lembrei-me da tentação de me sentar na Praça de São Marcos, na Florian ou noutra esplanada (aquelas orquestras eram mesmo boas).
Mas pagar 8 euros ou mais por um café foi mais forte :(

Mas o banquinho deu para ficar a desenhar :)


Espectáculo!!

P.S. dei a conhecer o teu livro do Pessoa a uma data de gente. Ficaram deliciados e vão comprar para oferecer :)

Ainda tens alguma serigrafia para venda?

abraço

Mário Linhares disse...

Às vezes sabe bem usufruir de melhores condições, sobretudo depois de muito tempo a desenhar em pé e ao frio.
O livro de Lisboa é mesmo especial...
Sim, ainda tenho serigrafias. Podes dar o meu contacto.
Abr

L.Frasco disse...

Mário, com imensa pena minha não desenhei aqui.
Imagino este teu ao vivo. Deve ser maior. No meu écran mesmo com a perspectiva distorcida não fica tão impactante. Mas está de arrasar!

Mário Linhares disse...

Sim, nesta fase estava mesmo quase sem tinta e era difícil fazer contrastes. Só fiz mais dois desenhos neste caderno.
E os teus? Quando é que públicas no teu blogue?

L.Frasco disse...

Ainda só publiquei no meu Instagram os videos a desfolhar o leporello. Se não viste ainda espreita. :-)
Mas sim, tenho que os digitalizar. E publicar no blog.

Miguel Antunes disse...

Por vezes não vale a pena olhar para o custo das coisas, há oportunidades que não se voltam a repetir (caramba devia-me ter sentado na esplanada do Florian!!! :D


Grande grande livro (e eu que não compro nunca nenhum!

Porreiro! Acho que te vão contactar para umas serigrafias ;)
Já dei os contactos todos ;)

abrço