domingo, agosto 21, 2016

Picasso Sculptures at MoMA


Nunca tinha visto as esculturas do Picasso ao vivo e, estando elas no MoMA e eu em Nova Iorque, era impensável falhar esta visita. Fomos todos lá no dia em que terminava a exposição: eu, a Elizabeth, a Suma, a Brenda e o Mark. Marcámos uma hora e um ponto de encontro e seguiu cada um o seu caminho.

Tirei o caderno grande, peguei no pau de madeira e lá comecei a molhar no recipiente com tinta. Fui desenhando as que gostava mais, ocupando a página da esquerda para a direita. Quando estava a desenhar o gato, uma mulher segurança veio ter comigo e disse:
Mr., you can use that stuff inside to draw.
But it's dry ink. It won't mess anything. - expliquei eu virando o boião ao contrário a mostrar que a tinta não caía.
- Doesn't matter, they were looking at you through the surveillance camera. - apontou ela para para a câmera num canto da parede.

Vai ficar mesmo assim, inacabado, e com esta estória para contar.
Engraçado que o gato acabou por ser o desenho que gosto mais. Abençoada segurança que me "barrou"o desenho antes de o estragar!


5 comentários:

Ana Simoes disse...

"Quando é que um desenho está acabado?", perguntava o mestre, numa das suas aulas. Pelos vistos é quando a segurança o descobre nas câmeras de vigilância...

Mário Linhares disse...

Os melhores alunos são aqueles que vêem em qualquer pessoa um potencial professor!
:)

Filipe Pinto disse...

Atenção Mário.
A tua escrita está a crescer até ao nível do teu desenho e já não sei qual é o mais inspirador :).

Mário Linhares disse...

Filipe: se isso é verdade é só porque há coisas que não dão mesmo para desenhar e a escrita tem de conseguir mostrar! :)

teresa ruivo disse...

Estas páginas estão lindas, Mário, e a tua prosa faz-nos sentir como se tivessemos estado lá!