Na Lagoa do Fogo, num dia de ventania digna de registo, esforcei-me para entrar na leitura em que Pedro nega Jesus 3 vezes. Como é que nego o meu próprio desenho?
Desci até ao nível zero da Lagoa e fiquei ali mesmo junto à água. Foi uma caminhada e tanto, mas a tranquilidade que se sentia ali nem fazia lembrar o temporal lá de cima.
A percepção da Lagoa é completamente diferente. Enchi o depósito de água do pincel e aguarelei o resto dos meus desenhos nos Açores com água da Lagoa do Fogo!
Entretanto começou a chover e as gotas destiladas da chuva marcaram as manchas de aguarela que tinha acabado de fazer. Fechei o caderno e comecei, rapidamente, a subir a "montanha". Meu Deus, que esforço físico que foi. Descer tinha sido muito mais fácil! Cheguei ofegante e demorei algum tempo a recuperar...

















